A fotografia, tal como a pintura, permitem criar arte abstracta.
Trata-se de um género fotográfico em que a essência é o registo da textura, cor e forma para permitir captar a imaginação e interpretação do espectador. Descarta a representação real do objecto no mundo real, quanto muito, concentra-se em pormenores do mundo real mas dando destaque aos arranjos de composição e combinação estética da cor e/ou da forma para compor a realidade da obra, de uma maneira “não representacional”.
Deixa de ser um simples “click” (mais ou menos apurado ) para passar a ser um mistério e um desafio à mente!
A fotografia abstracta pode tomar várias formas, sendo as mais comuns:
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A abstracção do assunto
Isto envolve ver além da realidade para ver abstracções no assunto fotográfico.
O elemento principal pode não estar na foto mas sim na mensagem ou imagem que a foto transmite. Como analogia, pode-se utilizar o exemplo, do jogo de tentar visualizar animais nas formas das nuvens. Determina nuvem, é uma nuvem na realidade e não passa disso! Mas transmite a mensagem de se parecer com um elefante!
- Captação de uma parte ou detalhe do assunto.
Registo de uma parte ou detalhe do assunto fotográfico que pode incluir uma parte do todo, que tenha algum valor artístico intrínseco. Isto exige extrair outras partes do assunto que também possam ter valor artístico sobre a foto mas que no conjunto não representem um desafio à mente.
- Abstracções colocadas sobre a foto
Podem-se incluir na foto, elementos que não são fazem parte da fotografia ou do cenário. Aqui entra a pós produção com a colocação de elementos (externos à imagem original) no resultado final, manipulação de cores, distorção da imagem ou inclusão de partes que não se enquadrem ou façam parte do cenário inicial.
Deixo-vos alguns exemplos:
















